Nossa mãe!

Mãe mick
Mãe Mick

O dia 08 de Março pode ser o “Dia Internacional da Mulher”, mas me interesso mais pelo dia 09 de Março. Não é machismo nem desrespeito à data tão importante, o fato é que o dia seguinte a celebração é de mulher em específico, quem eu devo respeito e admiração, minha querida Mãe Mick.

Pode parecer estranho para quem não a conhece a história, por isso eu lhes apresento: Ethel Theresa Wead Mick, nascida em 09 de março de 1881, fundadora das Filhas de Jó Internacional, ordem voltada para juventude feminina, patrocinada pela Maçonaria.

Mãe Mick, como os membros da ordem carinhosa a chamam, foi criada por uma mãe religiosa, ela sempre lia trechos da bíblia para a filha, fazendo referências ao livro do Jó. Ethel cresceu conhecendo as virtudes das filhas de Jó descritas neste livro, formou-se em medicina e se casou com um médico, com quem teve duas filhas. Seu marido, William Henry Mick, era maçom e ela sempre participava dos eventos, o qual admirava os ensinamentos.

Apesar de se dedicar à arte, como pintura à óleo, e ainda guardar os ensinamentos do livro de Jó que sua mãe lia para ela, sentia falta de uma organização como a maçonaria para jovens meninas, como suas filhas, um lugar em que elas podia aprender tais virtudes e tantas outras. Uniu-se, então com autoridades maçônicas e, em 20 de outubro de 1920, criou a Ordem das Filhas de Jó (recentemente Filhas de Jó Internacional).

Poupando de detalhes, a ordem é destinada a meninas entre 10 a 20 anos, oficialmente, baseada no Capítulo 42, versículo 15, do Livro de Jó, o qual diz “Em toda a terra não se encontram mulheres mais justas que as Filhas de Jó e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos”.

Ok, e o que isso tem haver com dia da Mulher e feminismo? Mãe Mick é um símbolo de amor e dedicação, ela passou sua vida moldando a ordem como é conhecida hoje, quem faz parte, como eu, sabe o quão importante ela é. Não é retrogrado pensar na figura tradicional da mulher como mãe, especialmente quando esta mãe forneceu um espaço para que meninas se tornem mulheres conscientes do mundo que vivem, enfrentem seus próprios desafios e seja realizada desta forma.

Ser guerreira, lutar pelos direitos da mulher, ganhar no mundo dos homens, transformar o mundo, enfrentar preconceitos, estreitar desigualdades, realizar sonhos por si mesma, não o reflexo de alguém, é isto que aprendemos, pelo menos o que eu tenho aprendido nos meus quase seis anos de ordem.

Tenho tanto a agradecer a Mãe Mick por ter tido a brilhante ideia de construir um lugar em que podemos ser nós mesmas e nossas melhores versões. Mas tudo o que consigo dizer hoje, quase atrasada, é parabéns pelo seu dia, que tem como véspera o dia em que celebramos a evolução das conquistas femininas, nada mais oportuno e perfeito.

Obrigada Mãe Mick, que seu dia nunca seja esquecido!!! (faltou o bolo)

 

 

 

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